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Tarifa Simples, Bi-Horária ou Tri-Horária: Qual é a Sua?

Equipa Bling Energy 6 min de leitura
Contador de eletricidade com mostrador digital

A maioria dos portugueses paga a eletricidade com tarifa simples — o mesmo preço por kWh a qualquer hora do dia, da noite, da semana ou do fim de semana. E em 7 em cada 10 casas, isso é a opção mais cara.

A diferença entre uma tarifa certa e uma tarifa errada anda entre 100 € e 300 € por ano. Dinheiro que sai todos os meses sem ninguém dar por isso — porque a fatura continua a chegar com aspeto familiar e a fatia “a mais” passa por baixo do radar.

Vamos resolver isto em dois minutos.

O teste rápido (2 minutos)

Responda mentalmente a estas três perguntas:

  1. A sua máquina de lavar costuma trabalhar de dia ou de noite?
  2. Tem termoacumulador elétrico, ar condicionado em quase todas as divisões ou carrega um veículo elétrico em casa?
  3. Há pessoas em casa entre as 9h e as 18h durante a semana?
  • Se respondeu noite, sim e não, está quase de certeza a perder dinheiro com tarifa simples.
  • Se respondeu dia, não e sim, a tarifa simples pode estar bem.
  • Se foi misto, a bi-horária (ou até a tri-horária) vai compensar.

Vamos perceber porquê.

Tarifa simples: a mais comum, raramente a melhor

A tarifa simples cobra o mesmo preço por kWh independentemente da hora. Ponto. É a tarifa por defeito — a maioria fica com ela por inércia, não por escolha consciente.

Faz sentido apenas quando:

  • A casa está ocupada durante o dia inteiro
  • O consumo é distribuído por todas as horas, sem picos noturnos
  • Nenhum eletrodoméstico de consumo elevado funciona fora do horário diurno

Para uma família portuguesa típica — em que o grosso do consumo acontece à noite (jantar, banho, máquinas, TV, ar condicionado, carro elétrico) — a tarifa simples é, quase sempre, dinheiro a mais.

Tarifa bi-horária: a vencedora silenciosa

A bi-horária divide o dia em dois períodos:

  • Horas fora de vazio (mais caras): das 8h00 às 22h00 nos dias úteis e 9h00 às 14h00 ao sábado.
  • Horas de vazio (mais baratas): das 22h00 às 8h00 nos dias úteis, mais o resto do sábado, o domingo e feriados.

O kWh em vazio é cerca de metade do preço fora de vazio. Quem programa máquinas para a madrugada, carrega o carro elétrico durante a noite, ou usa termoacumulador a horas inteligentes, beneficia diretamente.

A poupança típica anda nos 8% a 15% da fatura anual — sem mudar absolutamente nada do consumo, apenas trocando a opção tarifária no contrato.

Quando vale a pena:

  • Pelo menos 30% do consumo é noturno ou de fim de semana
  • Tem aquecimento elétrico, ar condicionado ou termoacumulador programáveis
  • Consegue (mesmo) deslocar a lavandaria e a máquina de lavar loiça para o vazio

Tarifa tri-horária: o jogo dos profissionais

A tri-horária divide o dia em três zonas:

  • Horas de ponta (as mais caras): manhãs e fins de tarde de dias úteis
  • Horas cheias: meio do dia e início da noite
  • Horas de vazio: madrugada e fim de semana

O kWh em vazio é cerca de 60% mais barato que o de ponta. É a tarifa com maior poupança potencial — mas também a que exige mais disciplina.

Quando vale mesmo a pena:

  • Família grande, com consumo elevado (>4.500 kWh/ano)
  • Carro elétrico carregado em casa
  • Termoacumulador, máquinas e secador todos programados
  • E — sobretudo — com painéis solares e/ou bateria

É aqui que a coisa fica interessante.

O ingrediente secreto: sol + bateria + tri-horária

Com painéis solares, a fatura muda de lógica. Em vez de comprar eletricidade à rede a horas de ponta, produz a sua durante o dia. O que ainda compra à rede passa a ser quase só de noite — exatamente as horas mais baratas em tri-horária.

Com uma bateria, dá um passo extra: enche a bateria com o sol grátis durante o dia (ou com eletricidade barata em vazio durante a madrugada), e usa-a nas horas de ponta para evitar comprar à rede ao preço mais alto.

Na prática, uma família com painéis + bateria + tri-horária pode reduzir o custo da eletricidade comprada à rede em mais de 80%. A tri-horária deixa de ser uma armadilha de disciplina e torna-se uma vantagem matemática.

Veja também: Como Tirar o Máximo Proveito do Sol em Casa.

O erro mais comum: mudar de tarifa sem mudar o consumo

Aqui está o detalhe que separa quem poupa de quem fica igual: a tarifa bi ou tri-horária só funciona se realmente deslocar consumo para as horas baratas.

Quem muda para bi-horária e continua a ligar a máquina às 19h, a aquecer água ao final da tarde e a ver TV até às 22h continua a pagar quase o mesmo. A poupança vem do hábito, não da assinatura.

A boa notícia é que os hábitos certos são poucos e fáceis:

  • Máquina de loiça e de roupa: programar para começar às 22h (o botão “delay” existe em quase todas as máquinas dos últimos 10 anos)
  • Termoacumulador: programar para aquecer entre as 2h e as 6h da manhã
  • Carro elétrico: carregar à noite, nunca ao fim de tarde
  • Aspirador, ferro, outras tarefas elétricas: ao fim de semana, idealmente em vazio

Como mudar de tarifa (sem custo, em 5 minutos)

A mudança é simples e não custa nada:

  1. Ligue ao seu comercializador atual ou aceda à área de cliente online
  2. Peça a alteração para tarifa bi-horária (ou tri-horária)
  3. A mudança fica efetiva a partir do próximo ciclo de faturação
  4. Não há nova ligação à rede, não há corte de eletricidade, não há instalação física

Se ainda tem dúvidas, o comparador da ERSE permite-lhe simular a fatura nas três tarifas com base no seu consumo real.

E se a fatura continuar a doer?

Se já tem o contrato otimizado e mesmo assim a fatura pesa, o passo seguinte é mudar a estrutura, não os hábitos: instalar painéis solares.

Com o modelo de subscrição da bling, paga uma mensalidade fixa desde 49 €/mês e tem o sistema instalado, mantido e garantido durante 20 anos — sem investimento inicial. A partir desse momento, a fatura combina o melhor dos dois mundos: tarifa otimizada e produção própria.

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